Brega Pop - Música Paraense

Início Paty Paty Faria
Dom, 01 de Janeiro de 2012 19:05

FELIZ 2012 !

Boa noite todos meus queridos leitores (as) !

Mais um ano começou e eu gostaria de desejar a todos vocês um feliz 2012,com muita paz, amor, saúde, sabedoria e claro, muita música, MUITO BREGA !

Estarei mais um ano juntinho com vocês por aqui para comentar as notícias da música, principalmente do brega e seus genêros, como diriam alguns  ... : " O ano acaba e o brega renasce mais uma vez ..."

E vamos que vamos ! 2012 PROMETEEEE !

 

Beijo grande

 

Paty Faria ;*

 

 

 

Ter, 15 de Novembro de 2011 22:17

SOCO, ATRASO E SEIO DE FORA NO SWU

Boa noite caro leitores!

O título do post de hoje é pra lá de chamativo, não é verdade?

Hoje vamos falar do SWU, festival que aconteceu na cidade de Paulínia, foi transmitido pela Globo e atraiu todas as atenções desde o último fim de semana, com apresentações de grandes artistas internacionais e nacionais, mas como nem tudo é flores e performances maravilhosas, o festival também teve suas polêmicas, assim  descritas   no título de nossa publicação de hoje, que foi retirado de uma matéria  do jornal ‘O tempo’, por Caroline Bittencourt, que segue abaixo:

 “Chuva, público mais velho,arena bem mais vazia do que o esperado, socos e seio de fora em cima do palco marcaram domingo, o segundo dia do festival de música SWU, em Paulínia, cidade a cerca de120 KMda capital paulista.

 Aproximadamene 45 mil pessoas compareceram ao evento anteontem, número bem menor do que os 70 mil esperados pela organização.

Devido à chuva e aos fortes ventos, ordem de apresentações de alguns artistas dos dois palcos principais foi alterada e causou confusão. Como as estruturas ficam uma de frente para a outra, os shows de uma só começam alguns minutos depois do fim da outra.

O Ultraje a Rigor só começou a tocar duas horas depois do previsto, pois o palco onde se apresentou era menos protegido da chuva. A organização ainda tentou diminuir o problema, adiantando o show da Tedeschi Trucks Band, mas as apresentações  seguintes começaram com 1h10m de atraso.

No início do show do Ultraje, roadies (ajudantes de palco) da banda e do cantor Peter Gabriel, que se apresentaria bem mais tarde, trocaram socos em cima do palco. A equipe de Gabriel teria tentado apressar o show da banda brasileira.

Vocalista da banda Hole, Courtney Love, viúva de Kurt Cobain, do Nirvana, se apresentou no palco secundário, num espetáculo que foi como uma terapia de grupo com a platéia. Courtney referiu-se a Cobain como um “fantasma”que ainda a assombrava, disse que não teve um romance com o líder do Smashing Pumpkins, Billy Corgan, e chamou de idiota o ex – baterista do Nirvan ae atual líder dos Foo Fighters, Dave Grohl, com quem disputa na justiça direitos sobre as músicas da banda de Kobain.

Ao vestir uma camiseta dada pela platéia, Courtney Love mostrou os seios. O público foi ao mesmo tempo elogiado e xingado pela cantora, que se esqueceu das letras de algumas músicas.

Antes dela subir ao palco, a produção do SWU anunciou que o Modest House, uma das mais badaladas bandas do cenário alternativo norte – americano, não iria se apresentar, porque os equipamentos do grupo não haviam chegado a tempo.

O Duran Duran fez uma apresentação empolgante, com hits como “ A View to kill” e “Notorius”. Peter Gabriel fez um show bem diferente dos outros apresentados no SWU. Com uma orquestra inteira em cima do palco, a afiada The New Blood Orchestra, ele fez o público – que ocupava menos de 25% do espaço disponível – cantar apenas algumas músicas, que sempre eram precedidas por uma explicação lida por ele em português, sobre tema sociais. ( * observação pela Paty – ele deveria ler isso e pregar temas sociais entre sua equipe e rodies, assim como o Ultraje a Rigor ... )

  Última atração da noite  o Lynyrd Skynyrd fez a alegria de seus fãs com seu rock caipira, feito para as arenas. “ Free Bird” e “Sweet home Alabama” empolgaram os mais grisalhos, muitos com chapéus e bandeiras da banda.

 

Dom, 25 de Setembro de 2011 17:38

HUGO HENRICK É MUITO MAIS !

          Buscando novas revelações, principalmente da minha região, me surpreendi quando descobri via twitter (santo twitter!) o cantor e compositor HUGO HENRICK (@HugoHenrick) de Uberlândia - MG– Guardem esse nome !

         O cantor Hugo Henrick de apenas 19 anos, nasceu em Itumbiara – GO, foi criado em Cachoeira Dourada – GO (onde começou a cantar), mas atualmente vive em Uberlândia –MG. O começo na música foi meio que por acaso aos 13 anos e por pura diversão, até que em uma festa de família se apresentou junto a um primo e agradaram tanto, que o que era diversão acabou virando coisa séria, pois chegaram a criar uma banda que durou 03 anos.

         Passada essa experiência e a mudança para Uberlândia, Hugo Henrick que cursa o terceiro ano da faculdade de engenharia, sempre atendia aos pedidos dos colegas de faculdade para tocar e cantar, até que os mesmos pediram para ele gravar uma música, e dessa maneira, na brincadeira, tocando, cantando e compondo que surgiu este trabalho solo, que tem como maior referência, a música ‘É SÓ PENTADA’,que veio do funk, e é uma mistura de outros três funks de grande sucesso: “Claro Vivo Tim Oi” e a “Prisioneira” “Fica Caladinha”, o resultado disso tudo é o FUNKNEJO, uma mistura moderna e contagiante, tão contagiante que quando o cantor entrou no estúdio para gravá-la o produtor ainda comentou: ‘Essa moda pega’, e pega mesmo, pois desde então o mesmo vem colhendo os frutos do sucesso, devagar, mas com armas essenciais, como: carisma, atenção e o principal estilo próprio, que pode ser conferido principalmente em uma das suas canções de maior sucesso, de sua própria autoria: “Sou muito mais”, um sertanejo arrochado, de melodia forte e letra chiclete.

          São por essas e outras qualidades que o cantor em tão pouco tempo, mesmo sem ter um cd lançado oficialmente, já está com grandes shows fechados em cidades como Mato Grosso, Tocantins e Paraná, e promete ir bem mais longe, se depender dele, afinal como ele mesmo diz:“Quando o assunto é música vale tudo, desde que seja feito com muito carinho."


Contatos : Twitter - @HugoHenrick

Facebook: http://pt-br.facebook.com/hugohenrickoficial

Palco MP3 : http://palcomp3.com/hugohenrickoficial/

 

Qui, 15 de Setembro de 2011 10:55

Como o brega começou ???

Como o brega começou ???

 

 
 

Paty, parecendo uma árvore de natal no início da faculdade, em uma festa 'intitulada brega' com suas amigas, na cidade de Uberlândia-MG, tocando o terror, ao som de 'Feiticeiraaaaa' do cantor brega Carlos Alexandre.

 

Se formos abrir qualquer dicionário, ao localizarmos a expressão 'brega', iremos nos deparar com o seguinte significado:

 

BREGA: brega (é)

(origem obscura)

adj. 2 g. s. 2 g.

 

1. Bras. Que ou o que não tem maneiras refinadas.

adj. 2 g.

2. Bras. Que se considera ser de mau gosto ou não ter refinamento.

3. De qualidade inferior. = reles

 

Ainda podemos nos deparar com outros significados mais específicos como esse encontrado, em um dicionário virtual, intitulado de 'informal':

 

 

 
  Significado: No interior da Paraíba, Pernambuco e Ceará, sinônimo de Cabaré, geralmente de baixa categoria. A música tocada nesses ambientes, assim como o modo de se vestir e de se comportar dos seus freqüentadores, geralmente gente simples do povo, fez com que o termo fosse utilizado como antônimo de "chique", oposto dos valores das das camadas privilegiadas da sociedade.

 

Exemplo: - Vamos para o brega

Essa é uma música de brega

 

Pensando nos significados que encontrei, fiz uma reflexão acerca do que realmente é o BREGA, em termos da música. Será que o BREGA, é essa música baixa, suja, de classes inferiores e ignorantes, e que só toca em cabaré ?

O brega surgiu de fato, nos anos 70, quando a música feita para as classes mais populares passou a ser considerada 'cafona', e as estilizações estavam em destaque na música popular brasileira, o gênero predominante era o MPB, que se distanciava dos ritmos populares, como o samba, o sertanejo, e o rock nacional. Para esses artistas como Waldick Soriano, dentre outros o título de 'brega', foi o que restou.



lembrado até hoje, Waldick Soriano, eternizou o brega, com o seu 'Eu não sou cachorro não'.

Esses artistas foram ganhando força, depois da segunda metade dos anos 70, consagrando o brega como ritmo e estilo, com influências pop dançantes, gestos, letras e danças sensuais, que escandalizavam a elite, mas conquistavam o público.Quem não se lembra da Gretchen, com seu "Conga La Conga", sendo considerada a rainha bumbum, com uma voz sexy e danças pra lá de sensuais ganhando a mídia nacional???

Gretchen,a musa de há alguns anos atrás, fazendo o sucesso da 'macharada'.

Ainda bem que o tempo passa !

Mas engana-se quem pensa que o brega se manteve sempre em audiência, nos anos 80 por exemplo, o termo brega significava uma música romântica mas BEM cafona, assim como os artistas que despontaram nessa época como Amado Batista, Wando e José Augusto.

Nessa época, o funk carioca surgiu e junto a outros ritmos populares como o axé- music, e artistas dito propriamente bregas como Ovelha e Naihm ascenderam novamente a música brega. No início dos anos 90, Reginaldo Rossi, dito 'Rei do Brega' com seu hit 'garçom', dentre outros, provocou uma revolução dentro do brega, assumindo a vertente 'brega chique' tanto que até artistas consagrados da MPB como Caetano Veloso regravaram sucessos do BREGA, mas foi nas regiões NORTE e NORDESTE, que o BREGA realmente ganhou forças e se consolidou como gênero musical, despontando diversos artistas como : Lenne Bandeira, Banda Xeiro Verde, Fernando Belém, Kim Marques, Wanderley Andrade,Tony Brasil, Kelvis Duran dentre outros. Mesmo com pouco capital, uma localização geográfica infeliz e um suporte técnico fraco, esses artistas souberam marcar época, e estourar, mesmo sem o apoio da mídia nacional como vêm acontecendo até hoje.


Wanderley Andrade, apelidado carinhosamente de 'Wandeco', um dos grandes representantes do brega, que brilhou muito em rede nacional.

Chamado de 'príncipe do calypso', Kelvis Duran é um legítimo representante do Brega Recifense.

A cidade de Belém do Pará, se tornou a principal referência do ritmo e estilo bregas, difundido outros ritmos a partir deste, como o 'BREGA CALYPSO', que é uma evolução do brega, o 'POP- LYPSO', e a atual evolução do som, o chamado 'TECNOBREGA', nascido e criado no Pará, que é o brega adicionado a batidas eletrônicas. Tais vertentes criaram artistas populares em todo o estado, que chamaram a atenção da mídia nacional, depois que a BANDA CALYPSO, se consolidou em todo o Brasil e muitos que antes não enxergavam, hoje curtem e dão atenção a fenômenos como : Gaby Amarantos, Bruno e Trio, Companhia do Calypso,Banda Lapada, Banda Kitara, Musa do calypso, Gang do Eletro, Banda Ravelly, Banda Kassikó, Banda Metade, Fruto Sensual, AR15 dentre outras. Citar todas as bandas e cantores que fizeram do brega o sucesso que é, aqui, me levaria uma vida.


Joelma e Chimbinha no início da Banda Calypso.(percebe-se)

A maioria dos artistas do brega são independentes, populares, utilizam o boca - boca, os shows e a internet para a divulgação, além de serem aliados constantes da pirataria, para propagarem seus trabalhos.

Os figurinos arrojados, o ballet sempre sincronizado, além de encenações e grandes estruturas contando com telões, faíscas, e uma super produção, tornam os shows, muitas vezes dvds promocionais, sendo que cada apresentação não é um 'simples show', e sim um grande espetáculo.



Helen Patrícia (carinhosamente chamada de Paty), vocalista da Banda Xeiro Verde, surgida em 1994. Foi ela quem começou a propagar o ritmo com dançarinos, visual e estruturas interessantes ...

Então se você, caro amigo, ainda tem aquele pensamento antigo e aureliano, que brega é cafona, é musica de cabaré, e por ai vai, reflita, pois existem muitos artistas bons, com talento e inovação, que tornam o termo brega digno, porém ousado. Como diria o cantor e compositor Fernando Mendes, "brega era um lugar onde a gente ia, era um substantivo e hoje é um adjetivo com que falam mal da gente. Quando me perguntaram o que eu achava, eu disse, brega é o termo, a palavra é o nome que o invejoso usa pra criticar o vitorioso".

Sem mais ...


PATY ;)

Qui, 15 de Setembro de 2011 10:55

Como o brega começou ???

Como o brega começou ???

 

 
 

Paty, parecendo uma árvore de natal no início da faculdade, em uma festa 'intitulada brega' com suas amigas, na cidade de Uberlândia-MG, tocando o terror, ao som de 'Feiticeiraaaaa' do cantor brega Carlos Alexandre.

 

Se formos abrir qualquer dicionário, ao localizarmos a expressão 'brega', iremos nos deparar com o seguinte significado:

 

BREGA: brega (é)

(origem obscura)

adj. 2 g. s. 2 g.

 

1. Bras. Que ou o que não tem maneiras refinadas.

adj. 2 g.

2. Bras. Que se considera ser de mau gosto ou não ter refinamento.

3. De qualidade inferior. = reles

 

Ainda podemos nos deparar com outros significados mais específicos como esse encontrado, em um dicionário virtual, intitulado de 'informal':

 

 

 
  Significado: No interior da Paraíba, Pernambuco e Ceará, sinônimo de Cabaré, geralmente de baixa categoria. A música tocada nesses ambientes, assim como o modo de se vestir e de se comportar dos seus freqüentadores, geralmente gente simples do povo, fez com que o termo fosse utilizado como antônimo de "chique", oposto dos valores das das camadas privilegiadas da sociedade.

 

Exemplo: - Vamos para o brega

Essa é uma música de brega

 

Pensando nos significados que encontrei, fiz uma reflexão acerca do que realmente é o BREGA, em termos da música. Será que o BREGA, é essa música baixa, suja, de classes inferiores e ignorantes, e que só toca em cabaré ?

O brega surgiu de fato, nos anos 70, quando a música feita para as classes mais populares passou a ser considerada 'cafona', e as estilizações estavam em destaque na música popular brasileira, o gênero predominante era o MPB, que se distanciava dos ritmos populares, como o samba, o sertanejo, e o rock nacional. Para esses artistas como Waldick Soriano, dentre outros o título de 'brega', foi o que restou.



lembrado até hoje, Waldick Soriano, eternizou o brega, com o seu 'Eu não sou cachorro não'.

Esses artistas foram ganhando força, depois da segunda metade dos anos 70, consagrando o brega como ritmo e estilo, com influências pop dançantes, gestos, letras e danças sensuais, que escandalizavam a elite, mas conquistavam o público.Quem não se lembra da Gretchen, com seu "Conga La Conga", sendo considerada a rainha bumbum, com uma voz sexy e danças pra lá de sensuais ganhando a mídia nacional???

Gretchen,a musa de há alguns anos atrás, fazendo o sucesso da 'macharada'.

Ainda bem que o tempo passa !

Mas engana-se quem pensa que o brega se manteve sempre em audiência, nos anos 80 por exemplo, o termo brega significava uma música romântica mas BEM cafona, assim como os artistas que despontaram nessa época como Amado Batista, Wando e José Augusto.

Nessa época, o funk carioca surgiu e junto a outros ritmos populares como o axé- music, e artistas dito propriamente bregas como Ovelha e Naihm ascenderam novamente a música brega. No início dos anos 90, Reginaldo Rossi, dito 'Rei do Brega' com seu hit 'garçom', dentre outros, provocou uma revolução dentro do brega, assumindo a vertente 'brega chique' tanto que até artistas consagrados da MPB como Caetano Veloso regravaram sucessos do BREGA, mas foi nas regiões NORTE e NORDESTE, que o BREGA realmente ganhou forças e se consolidou como gênero musical, despontando diversos artistas como : Lenne Bandeira, Banda Xeiro Verde, Fernando Belém, Kim Marques, Wanderley Andrade,Tony Brasil, Kelvis Duran dentre outros. Mesmo com pouco capital, uma localização geográfica infeliz e um suporte técnico fraco, esses artistas souberam marcar época, e estourar, mesmo sem o apoio da mídia nacional como vêm acontecendo até hoje.


Wanderley Andrade, apelidado carinhosamente de 'Wandeco', um dos grandes representantes do brega, que brilhou muito em rede nacional.

Chamado de 'príncipe do calypso', Kelvis Duran é um legítimo representante do Brega Recifense.

A cidade de Belém do Pará, se tornou a principal referência do ritmo e estilo bregas, difundido outros ritmos a partir deste, como o 'BREGA CALYPSO', que é uma evolução do brega, o 'POP- LYPSO', e a atual evolução do som, o chamado 'TECNOBREGA', nascido e criado no Pará, que é o brega adicionado a batidas eletrônicas. Tais vertentes criaram artistas populares em todo o estado, que chamaram a atenção da mídia nacional, depois que a BANDA CALYPSO, se consolidou em todo o Brasil e muitos que antes não enxergavam, hoje curtem e dão atenção a fenômenos como : Gaby Amarantos, Bruno e Trio, Companhia do Calypso,Banda Lapada, Banda Kitara, Musa do calypso, Gang do Eletro, Banda Ravelly, Banda Kassikó, Banda Metade, Fruto Sensual, AR15 dentre outras. Citar todas as bandas e cantores que fizeram do brega o sucesso que é, aqui, me levaria uma vida.


Joelma e Chimbinha no início da Banda Calypso.(percebe-se)

A maioria dos artistas do brega são independentes, populares, utilizam o boca - boca, os shows e a internet para a divulgação, além de serem aliados constantes da pirataria, para propagarem seus trabalhos.

Os figurinos arrojados, o ballet sempre sincronizado, além de encenações e grandes estruturas contando com telões, faíscas, e uma super produção, tornam os shows, muitas vezes dvds promocionais, sendo que cada apresentação não é um 'simples show', e sim um grande espetáculo.



Helen Patrícia (carinhosamente chamada de Paty), vocalista da Banda Xeiro Verde, surgida em 1994. Foi ela quem começou a propagar o ritmo com dançarinos, visual e estruturas interessantes ...

Então se você, caro amigo, ainda tem aquele pensamento antigo e aureliano, que brega é cafona, é musica de cabaré, e por ai vai, reflita, pois existem muitos artistas bons, com talento e inovação, que tornam o termo brega digno, porém ousado. Como diria o cantor e compositor Fernando Mendes, "brega era um lugar onde a gente ia, era um substantivo e hoje é um adjetivo com que falam mal da gente. Quando me perguntaram o que eu achava, eu disse, brega é o termo, a palavra é o nome que o invejoso usa pra criticar o vitorioso".

Sem mais ...


PATY ;)

Um fato muito desagradável aconteceu na sexta feira, dia 05 de agosto, no tão esperado e divulgado show de 15 anos da Banda Jota Quest em Belém do Pará, que foi anunciado e organizado pela empresa BIS promoções (que se auto- intitula a ‘maior produtora de eventos do norte’) e aconteceu na Assembléia Paraense. 

Algumas semanas antes do evento, a banda paraense Gang do Eletro, uma das bandas paraenses que atualmente estão em plena ascensão, recebeu o convite para participar do evento, a princípio a banda iria abrir o show, como o próprio Jota Quest sugeriu, entretanto a BIS produções insistiu para que a banda fechasse o evento, até ai tudo bem, se tudo tivesse ocorrido conforme o combinado, o problema é que após o término do show do Jota Quest, e o anúncio, pelo próprio Rogério Flausino,de que a Gang do Eletro viria logo em seguida, as luzes foram desligadas, o som foi encerrado e todo mundo foi mandado embora para casa, inclusive muitos fãs que estavam lá justamente esperando para ver a banda Gang do Eletro, e não venham me falar ‘ah eu estava lá para ver o Jota Quest’, porque é lógico e óbvio que o público maior estava lá para ver eles mesmo, mas nada, nada, justifica o fato da Gang ter sido barrada.

O negócio foi tão feio que a banda, que todo o acesso ao evento foi dificultado para eles,inclusive a banda foi barrada logo na entrada do evento, e também não venham me dizer, que não se compara Jota Quest e Gang do Eletro, não se compara mesmo, são estilos diferentes, histórias diferentes, ritmos diferentes, mas ambos merecem respeito, é aquela velha história que eu sempre digo, cada ritmo tem seus artistas bons e ruins, cabe a nós deixarmos o preconceito de lado, e saber apreciar os bons. Vi e li também alguns comentários falando que o Jota Quest seria uma banda de ‘quilates’, enquanto a Gang do Eletro faz parte da ‘subcultura’ do Pará, e confesso que isso me entristeceu, ora realmente o Jota Quest é uma banda de quilates, tanto é que sabe reconhecer de perto o que é OURO, e foi por isso mesmo que convidou a GANG DO ELETRO para abrir seu show, mas talvez este tenha sido o problema, este convite atiçou a inveja,o egoísmo e feriu o orgulho de muitos, que apesar de tantos investimentos, não conseguem se sobressair nem mesmo no Pará, enquanto a Gang, ah a Gang foi aplaudida de pé em São Paulo, e em tão pouco tempo de carreira, já é considerada uma das promessas da música paraense.

Já ouvi e li tantas desculpas esfarrapadas, mas nada justifica o que aconteceu, talvez seja por isso que o falido ‘Movimento tecnomelody Brasil’ não foi e nem vai pra frente, pois não tem como haver crescimento de artistas que são boicotados pela própria empresa que trabalham, é algo do tipo ‘trabalham, trabalham e depois quando não se convém mais, seus tapetes são delicadamente puxados’, com isso as bandas enfraquecem, desaparecem, e somem, mas a Gang terá um destino diferente, até porque felizmente não chegaram a provar nem um pouco deste veneno, e posso dizer que depois dessa  virão mais fortes, e terão outras oportunidades de mostrar o que sabem fazer.

Agora que a máscara caiu, está tudo muito claro o porquê que as bandas do Pará não vão para frente muitas vezes, pois se a maior empresa do estado, que inclusive se diz íntegra, imparcial e competente, não incentiva, quem vai incentivar?

Todos sabem que eu sou  apaixonada pela cultura do Pará, pelos seus ritmos, artistas, mas sinceramente depois do que aconteceu estou decepcionada, uma terra que não apóia seus artistas, apenas querem explorá-los, usá-los e depois puxar seus tapetes, me entristece, depois reclamam que as notícias ruins só vêm do Pará, mas é claro, a ganância de empresários e pessoas grandes não têm deixado muitas bandas de seu estado crescerem, e tudo isso, agora mais claro do que nunca, por próprio egoísmo, mas encerro este texto com dois ditados: ‘Tudo que vai, um dia volta” e “Um dia é da caça, outro do caçador”, é, é bem por ai .

 

Fonte:http://musicaoriginalbrasileira.blogspot.com/2011/08/bis-entretenimento-boicota-participacao.html

 

 

Qui, 28 de Julho de 2011 15:03

O Novo Trabalho da Cantora Tuta Guedes

Ela é linda, gente boa e para fechar a tampa da panela, canta bem demais. Os elogios acima podem até caracterizar um pouco de ‘puxa- saquismo’ em relação à estrela TUTA GUEDES, mas para quem acompanha o trabalho da cantora de perto, sabe que essas palavras traduzem apenas a mera realidade.

Foto: Divulgação / Tuta Guedes

Foto: Divulgação / Tuta Guedes

Há algumas semanas atrás recebi o novo disco da cantora, intitulado de ‘Deixa Acontecer’, e pela capa já dá para ver que ela não está brincadeira, além da frase título combinar perfeitamente com o atual momento de ascensão que a mesma vive. Um trabalho de primeira, produzido com muito profissionalismo e que demonstra uma fase segura e madura da cantora, que depois de tanto trabalho, está pronta para colher os frutos, que já estão vindo por ai, afinal a música carro chefe deste trabalho, ‘Vai chorar como eu’, já está nas paradas de várias rádios do Brasil, principalmente aqui em Minas Gerais, e isso porque o trabalho ainda nem fora lançado.

Esta canção ( Vai chorar como eu), que inclusive foi a escolhida para um clipe , é a chave de ouro deste trabalho e caiu ‘como uma luva’ na voz doce e harmoniosa de Tuta Guedes, mas ainda há outras agradáveis surpresas para os nossos ouvidos como : ‘Aqui se faz, aqui se paga’, ‘Nosso amor devasta’, ‘Deixa acontecer’, e a repetida ‘Me esquece’, que foi um grande sucesso do trabalho anterior, uma composição de Tuta Guedes e Tchê do Swing.

Apesar do sucesso do antigo trabalho, o ‘sertanejo eletrônico’, que tinha como destaque a música ‘Se eu te pego oh’ ( que inclusive foi regravada por diversas bandas), dessa vez, a aposta de Tuta no sertanejo clássico também deu certo, afinal ela conseguiu selar um belo trabalho pop, sem deixar de lado ‘o bom sertanejo’, para todas as idades, moderno e ao mesmo tempo autêntico.

Para quem quer conhecer o trabalho da cantora (vale muito a pena!) ouça as novas canções que já estão disponíveis no palco mp3 

Agora fico por aqui… Beijos amados ! ;*

Paty Faria

“Som de estremecer os paredões”, é dessa maneira que o DJ WALDO SQUASH, nosso entrevistado de hoje, define o som que ele e a banda GANG DO ELETRO fazem, afinal não é mais uma banda paraense tocando música eletrônica, é um projeto totalmente diferente de quase tudo que já vimos neste segmento, a começar pelo ritmo que é o ELETROMELODY, uma mistura de batidas de eletrohouse, com os instrumentos do tecnomelody paraense, e que vem chamando atenção, tanto que recentemente estiveram em São Paulo, fazendo shows junto à cantora Gaby Amarrantos, uma das principais referências nacionais, em se tratando de tecnobrega.Para falar um pouquinho dos planos,projetos, e do atual momento que a banda está vivendo, conversei com um dos criadores da Gang do Eletro, o pai do ELETROMELODY, o grande DJ Waldo Squash.

1-) Waldo gostaria que você nos contasse como se iniciou o projeto ‘Gang do Eletro’ ?.

Bom, a Gang do Eletro existe aproximadamente há 3 anos, mas eu já gravo com o Maderito há uns 5 anos, e antes disso, eu trabalhava em uma rádio em São miguel do Guamá - PA, onde eu era o responsável por toda a produção e edição de comerciais e vinhetas (rádio sorriso FM), e já conhecia alguns programas que utilizavam sound font's e vsti's (intrumentos virtuais). Na época lembro que fiz alguns remixes, mas o que realmente me levou para o mundo da música foi um single feito para o SUPERPOP (aparelhagem de Belém), intitulado de "SUPER POP É CURTIÇÃO" ,que na época foi o hino das festas de Belém, tanto que fiz várias versões dele, e cada aparelhagem tinha a sua, foi ai que o Maderito me conheceu. Alguns meses depois resolvi sair da rádio em que trabalhava, e justamente nessa época recebi uma ligação de oferta de parceria para trabalhos musicais, era o MADERITO. Nesse mesmo dia marcamos um almoço para acertar como seriam gravadas essas novas músicas (Equipe Mega Chope e Tornado), e acabamos indo gravar na minha casa. Depois desse dia, começamos a gravar várias músicas para equipes (fã clubes de aparelhagem) chegávamos a gravar cerca de 3 músicas por dia. Os dois primeiros anos trabalhamos como "Dj Waldo Squash e Maderito Alucinado", foi ai que resolvemos colocar um nome para o projeto, até por que existia mais uma integrante, que na época era minha irmã. Nós éramos muito discriminados pelas bandas de melody, pois diziam que nós só gravávamos para marginais, foi ai que surgiu a ideia de unir o que já tinham nos chamado, com o nome do grupo, ‘Gang’ e como o ritmo era o "eletromelody", ficou então "GANG DO ELETRO" Nossas músicas já tocavam bastante nas aparelhagens, rádios, mas fica bem claro aqui que todas as nossas músicas eram escritas pelo Maderito e analisadas cuidadosamente por mim, com todos os cuidados para não fazer apologia ao crime, essas coisas, a gente falava de festa e diversão. O único problema era que por ser um ritmo bem contagiante, quando tocavam os eletromelodys nas festas de aparelhagem, a multidão ficava agitada e muitas das vezes acabavam por agredir uns aos outros, devido a essas brigas houve um decreto pelas autoridades locais de não tocarem os eletros das equipes nas festas, inclusive pessoas de algumas bandas locais diziam que nós íamos ser intimados a comparecer na delegacia.(risos) Eu já havia reunido todas as nossas músicas em um mp3 e já estava preparado para mostrar ao delegado junto com um advogado,que não havia apologia ao crime como eles citavam, tanto que não deu em nada, mas devido a esses problemas fiquei um pouco chateado e até me ausentei aproximadamente por 6 meses, e fui trabalhar em Rondônia como mecânico industrial que é minha outra profissão. O maderito ficou gravando com um amigo dele, o "DJ DAVID SAMPLE", e pararam de usar ‘Gang do eletro’nas músicas,mas isso foi até bom, pois a volta foi excepcional,logo que cheguei fiz alguns mix's utilizando sintetizadores de sanfona e foi o maior sucesso. Foi nesse momento, que iniciei um novo trabalho com outra equipe,"KEILA E WILLIAN", que eram a banda Eletrohit's, e então fiz trabalhos paralelos entre Gang do eletro e Eletrohit's, só que a vocalista que estava na Gang neste momento,furava demais nas gravações e ensaios, e quem cobria sempre era a KEILA, então resolvemos inserir a Keila e o Willian, e parar o trabalho da Eletrohit's, formando a atual GANG DO ELETRO.

 

2-) O que seria o eletromelody, o som o qual você é um dos precursores, e criador ?

Bom, o eletromelody nada mais é do que a mistura dos bumbos, claps, clav's sons das batidas do eletrohouse de "benny bennassi" com os instrumentos do nosso tecnomelody,o que deu um som mais pesado e swingado, dentro desse contexto nós já inserimos instrumentos de cumbia e lambadas. Agora estou apostando em um novo trabalho, com amigos daqui que é misturar eletromelody com guitarrada. Essa aposta está no novo trabalho do cd do Felipe Cordeiro que está sendo editado, e que vai ser apresentado em São Paulo em junho.

 

3-) E como aconteceu o encontro da Gang, com a cantora Gaby Amarrantos, uma das principais artistas do Pará, e que tem feito parceria com vocês ?

Bom, a princípio, a Gaby queria inserir no seu cd, uma música escrita pelo Maderito que seria,"GALERA DA LAGE, e eu faria apenas essa faixa do trabalho, mas depois resolveram que eu faria as outras bases também... Eu já havia gravado uma música com a Gaby, que tocou bastante aqui chamada "TOCA DJ", mas depois não tivemos mais oportunidades de trabalhar juntos. Esse novo trabalho veio a partir de convite do Marcel (agenciador da Gaby) em uma festa, que tem colaborado para o nosso projeto, assim como Priscila Brasil (Greenvison) que está manipulando as coisas para o nosso 1° trabalho profissional.

 

4-)Falando nisso, fale um pouco sobre os trabalhos da banda.Vocês tem quantos cds lançados ? Algum dvd ?

Por incrível que pareça, não temos nem um cd ou dvd profissional, nossas músicas sempre ficam disponíveis na internet (risos). Nosso 1° trabalho profissional está sendo feito agora com ajuda da Priscila e do Marcel, e já temos as horas no studio para mixar e masterizar o trabalho, estamos definindo agora a questão de prensa e selo do cd.

 

5-) O que vocês acharam do show em São Paulo que fizeram no Sesc? A Gang pensa em atingir outras regiões tbm?

Na verdade São Paulo, foi um teste de como seria a aceitação do público fora, além do SESC, eu discotequei no Tapas e tocamos no stúdio SP, foi legal, mas pode ser muito melhor... Agora temos uma noção do que tocar e como tocar, tanto que ficou a experiência até mesmo para minhas tocadas como DJ, outro público, outra galera...mas curtiram legal. Nossa apresentação ainda não está como eu quero que seja, faltam recursos principalmente financeiros para investimento, mas vamos chegar lá.

 

6-)O que você acha dos ritmos eletrônicos do Pará, você acha que eles sofrem preconceito ?Vocês já sofreram algum tipo de preconceito? E o que você achou do veto do governador do Pará, em relação a lei que visava constituir o melody, dj, aparelhagens como patrimônio histórico ?

Com certeza sofrem sim, já li pessoas no twitter chamando o Maderito de marginal, 'drogado', 'analfabeto', mas são coisas que não ligamos, até porque não são verdade,apesar de utilizarmos o nome "Gang", todos os integrantes do grupo são pais de família e não fazemos uso de nenhum tipo de narcótico, só tomamos uma cervejinha de vez em quando (risos). A questão do veto foi ruim pelo não reconhecimento da cultura da massa, do pobre, o cara que carrega 50 sacas de cimento por 50 contos, e sai para gastar no Pop, apesar de não mudar muita coisa pra nós, se realmente fosse reconhecido o ritmo, mas fazer o que?? Esse governo não é para sempre,outros virão e quem sabe haverão modificações na música né ? Pelo menos ficará um assunto para ser batido pela oposição... (risos)

 

7-) Deixe um recado para todos os admiradores do seu trabalho, do eletromelody, e da Gang do Eletro, assim como para os leitores de nosso site.

Continuem ouvindo nossas músicas, que sempre haverá algo de novo e diferente, mais nunca deixaremos de ter o swing e a pegada que fazem estremecer os paredões, e não liguem para os que são limitados a uma coisa só, o eletromelody é muito mais que isso, é rico, moderno e engloba um todo... mistura todas as culturas e sempre está aberto para novas propostas. Para nós, da Gang, a música é arte e somos apaixonados pelo que fazemos e nunca vamos desistir dos nossos sonhos, deixo um grande abraço e que o nosso chefe maior, o que está a frente de tudo e todos, abençõe todos! Vou ficando por aqui, e quero agradecer ao carinho e atenção de todos os integrantes: Waldo, Maderito, Willian e Keila, como também parabenizá-los pelo trabalho que têm desenvolvido. Beijo no coração Paty :)

Ter, 28 de Junho de 2011 20:26

Cartaz da Banda Gang do Eletro!

Ter, 28 de Junho de 2011 20:26

Essa é a Gang do Eletro!

Página 1 de 3

Pesquisa

Twitter Paty

Login



BregaPop Participe de nosso Grupo