Brega Pop - Música Paraense
  • Luana Alves
Luana Alves

Luana Alves (13)

Recifense de coração e de corpo inteiro, o Brega chegou até mim através dos programas de auditório, boas influências e carrinhos de CD. Se Brega é tema de conversa, bêbado e confusão, fica aqui, aqui é o seu lugar! Dona do blog "Quem gosta de brega sou eu" http://quemgostadebregasoueu.blogspot.com

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Domingo, 11 Novembro 2012 21:51

Das culturas pernambucanas.

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E numa véspera de Finados lá fui eu comemorar a vida num clube tradicional do Recife (Olinda, quem sabe?). Atração principal: Adilson Ramos. Público: com idade superior a 3x a minha. Clima de amor, alegria e escondidinho no ar.
Primeiro você se alegra de ver aquelas senhorinhas com roupa decotada, bronzeadas, batom vermelho na face e aquele jeito faceiro de dançar pra chamar atenção dos poucos moçoilos do clube. Sim, 80% são mulheres que reservaram a noite pra divertir, deixando em casa os netos com a vizinha e o almoço do sábado já pronto. 
Segundo você passa a desconfiar dos homens que estão no salão. Não, diferentemente de todas as baladas recifenses, 80% deles não são gays. Pelo contrário, são machos demais, machos suficientes pra deixar a mulher em casa com a desculpa de "vou fazer hora extra no trabalho" e ir simbora arranjar uma "pareceira" da dança. Você olha pros homens e pensa "que safado, tá aqui raparigando, num acredito". Pode ser preconceito, pode ser rótulo, pode ser julgamento do pesado, mas certos ambientes não tem como você pensar diferente. Um motivo, que sempre me lembra de "gaia" é lugar que tem vendedor de flores. Como diz o brega, "A flor que ele compra pra você no bar é troféu de quenga". O lugar, a música e o clima de amor permitem isso. Fui pro Ares Cisnes (clube dos Cisnes pros mais chegados), mas isso acontece também no Clube das Pás, no Bela Vista, no Círculo Militar, no Bandepe. São clubes tradicionais de músicas tradicionais, de love songs bregais.
Terceiro que pra muita gente eu era um peixinho fora d'água. 2ª idade num público de 3ª, músicas antigas, ninguém pra "ficar". Mal sabem os outros que a diversão às vezes é até melhor, mais natural. O foco principal são as músicas, a sinceridade no olhar das pessoas. É ficar imaginando quanta história cada um carrega ali, mas claro, deixaram os problemas na porta de clube e ali é um momento de fuga/descontração. Aconselho a cada um que nunca foi a um clube tradicional desses a ver o outro lado, sem luxo nem piriguetagem, sem futuro, só passado e presente. Aconselho também a assistirem o filme "Chega de saudade", sendo este contado na cidade do Rio de Janeiro no contexto mais pra samba/gafieira.
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Não precisa nascer no Pará pra admirar um cd de tecnobrega. Quem gosta e admira o ritmo irá perceber o quão bem produzido está o cd "Treme", de Gaby Amarantos.

1- Xirley:
tá tudo aqui nesse post. Depois de "Hoje eu tô solteira" esse é o grande hit de Gaby.

2- Ela tá beba doida: arranjo bem diferente da que todo mundo conhece. Tem mais presença de guitarra e menos de teclado, ficou um pouco mais pop, mas agradou. Uns traços de cumbia ficou show! E falar zeito beda boiba zoi otchimow.

3- Ex mai love: hit da novela, tá na boca do povo. No centro da cidade os carrinhos de cd pirata esqueceram finalmente o Someone like you, amém! Pra ser uma música que representa o tecnobrega pra mídia eu achei o ritmo devagar demais, devia ser mais tecno.

4- Merengue latino:  uma das minhas preferidas. A letra é show, o ritmo perfeito. Raaaaaai! É daquelas de dançar sozinha, leve, solta e agradecer a Deus pela vida! Eu danço um mambo criolo e você?

5- Pimenta com sal: é a de letra caliente, com ritmo mais lento, lembra ritmo africano. Participação de Fernanda Takai.

6- Gemendo: arrasa. Minha preferida juntamente com merengue latino. Essa tem jeito, cara e ritmo do autêntico tecnobrega, mais agitado e muuuito digitalizado. Na verdade é música de videogame, hahaha. E esse poliglotismo? Decorei só pra cantar por aí.

7- Vem me amar: pra cantar no telefone aproveitando os bônus. "Veeeeem me amar..." dançando zouk, amoooor.
8- Galera da laje: autoexplicável. Participação de Maderito, da Gang do Eletro ("é" deles). Tô viciada no instrumental dark na parte "galera da laje é aparelhagem...".
9- Ela tá no ar: haaaaja tecno, embora pareça axé. "Passe logo a comandar". É a música do homem/mulher frouxo, sem iniciativa mas que pos sorte tem aquela amiga que é cheia dos esquemas.

10- Mestiça: aaaaai carimbó meio parecido com coco de roda (rôooooi). Presença linda de Dona Onete nessa música, que é uma cantora tão linda e fofa que você não sabe se dança ou se admira. Melhor mesmo é o jeito menina/macia no tom de voz de Gaby versus a voz maliciosa/jeitosa/moleca de Dona Onete. Belo contraponto!

11- Coração está em pedaços: sempre gostei dessa música de Zezé & Lu, imagine em ritmo tecno? Foi feliz na escolha. É aquele hino fim de festa pra cantar gritando, roendo o coração. Inclusive essa música entrou pro cd depois da particiação dela no especial Som Brasil. O instrumental está bem simplório, poderia ser mais rebuscado assim como as outras músicas. Talvez tenha sido a pressa.

12- Chuva: tem cara de versão de Natasha Bedingfield, Kelly Clarkson, uma dessas cantoras meiguinhas. Música pra pensar na vida, filosófica e pura aula de geografia da 5ª série. "E a gravidade da atmosfera faz pressão que nem panela". O bongô no refrão me mata!

13- Eira: o ritmo parece música de criança, tipo Xuxa, já a letra... meio adulta né! hahaha

14- Faz o T: uma das primeiras músicas de Gaby antes mesmo de ser esse sucesso todo. Guitarra bastante presente e que faz diferença. Faz referência a uma das aparelhagens mais famosas do Pará, a Tupinambá.

Como eu sou maluquinha por música em cada CD, por melhor ou pior que seja, sempre vai ter as minhas preferidas e uma que vira karma, que antipatizo. Nesse vocês perceberam que viciei num monte, mas a que eu antipatizei foi com "Pimenta com sal". A letra é legal e sensual, mas o instrumental não me prendeu.
Beijo Gaby e banda, sou a mais nova afiliada da AVTA (Associação das Viciadas em "Treme" Assumidas).

Domingo, 27 Maio 2012 14:13

Pernambucano adora uma baixaria.

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"Jacaré que dorme vira bolsa". Amei! Melhor que "camarão que dorme a onda leva".


Mai né foda mermo! Pelamor gente, só tô postando porque a baixaria é tanta que morro de rir. Todos sabem que há séculos não posto nada do "nivi". Além disso tá na boca (oê) do povo. E pra variar a música é plágio!

O melhor é o dicionário:
sarrando: usufruindo de corpos alheios, geralmente em muros, cinemas e lugares escuros, sem a real penetração (Conde e João do Morro definem bem); 
cabuetar =  fofocar;
arrombada = mulher rodada que já afroxou (folgou) as "ideias";
embaçar = vetar, proibir;
"douli" = bato;
mainha, painho = mãe, pai

(Depois de tentar me desvencilhar dessa música resolvi escrever aqui - ou tentar - sobre o fato do plágio ter caido mais na boca do povo do que a original. Vamos lá, por ordem de importância!)

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1) O poder dos palavrões: "Sai pra lá sua arrombada, vá se fuder" não é algo que você parece ter orgulho de falar? Todo mundo enche a boca nessa parte, tenho certeza. É aquela história de na hora de um tropeção, uma topada, uma queda ninguém vai dizer "ó céus, que descompasso eu tive agora". Não! O que sai é "Caralho, porra, puta que pariu". É o id extravasando sem superego nenhum. "Tô namorando no colégio" é muito menina, pra brega safado só presta o "tava sarrando". 

2) "Mainha, painho, eu amo ele". Amo ele causa cacofonia, vício de linguagem que causa um som estranho, nesse caso lembrando moela.

3) A vocalista é um pouquinho mais desafinada.




Sábado, 25 Fevereiro 2012 19:58

Carnaval de Recife tava encangado de paraenses.

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Pra quem só se fixou em Gaby Amarantos e Gang do Eletro (que querendo ou não é uma banda nova pro pessoal daqui) nem deve ter percebido a quantidade de músicos paraenses no carnaval de Recife. Tava tudo "encangado", agarrado, junto, aglomerado de artistas que eu só conhecia porque meus amigos paraenses indicavam. Gente que eu admirava de longe e que puder ver de perto.

Não fui pro show da Gang do Eletro por conta da chuva, afinal, tinha levado chuva a manhã inteira e já tava um bagaço. Mesmo assim acompanhei o show ao vivo pela net e achei massa, agitaram o pessoal!

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Keila tremia mais que terremoto e eu invejava a disposição da garota. Os meninos fizeram a sua parte animando o público também. Só achei pouco tempo de show, mas isso fazia parte da programação, fazer o quê. Acordei no domingo (o show foi no sábado) com aquela sensação de "Poxa, fulerei demais em não ter marcado entrevista com o pessoal". Inclusive meu amigo Timpin fez o favor de me lembrar isso, passando na cara a minha incompetência, hahaha. Fui pras ladeiras de Olinda e meia hora depois Timpas me manda uma mensagem "Mandei o cel de Keila por dm (twitter), liga pra ela pra encontrar com eles no aeroporto". Ora, eu só ia olhar esse número quando chegasse em casa, ou seja, lá pra mais taaarde. Fui pro Bonfim encontrar com o pessoal e 10 minutos da tal mensagem de Timpas quem eu vejo, QUEM? Maderito! Sai correndo que nem louca e gritando "Aaaai, não acredito que encontrei vocês aqui! Timpin me mandou o número de Keila, eu ia ligar pra ver se via vocês!" Waldo na mesma hora "Eita, eu parei de filmar bem na hora que tu veio. Foi engraçado tu correndo lá de baixo gritando o nome de Maderito", hahaha #alocka. Pense na coincidência! Queiram ou não queiram os juízes, mas foi coincidência sim, tenho provas!


Dona Onete e toda a sua simpatia, com o cantor, compositor e músico Felipe Cordeiro, o guitarrista Pio Lobato, Luê Soares e Lia Sophia do lado, tocaram no Rec Beat e quando esse povo todo entrou no palco me arrepiei toda. Inclusive antes do show quem discotecou foi o adorado Patrick Tor4, o dj paraense/pernambucano mais nordestino que bolo de rolo. Adoro o ritmo, adoro os músicos, tudo lindo e contagiante. "Parabéns Recife por ser uma cidade que valoriza a diversidade musical", marromeno isso que ela falou. Tudo bem que tinha um pessoal no show que tava ali porque tinha Criolo depois, mas até quem não admira/conhece/gama no ritmo tava se mexendo.






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Gaby fez um show maravilhoso no Pátio de São Pedro. Não vi seu show no pólo de Brasília Teimosa, mas depois de trancos e barrancos a vi no pátio. O som no início tava baixo, parecia que eu tava ouvindo tecnobrega no volume 10 do meu notebook, mas em certo momento Gaby perguntou se o microfone tava baixo e alguma alma caridosa do camarote fake (uma área entre o palco e o povão que tava mais cheio que bacurau no carnaval, todo mundo amigo dos funcionários da produção, parece) disse que sim. Som a postos! Tocou de tudo, até minha música favorita "Xarque" e nada de "Hoje eu tô solteira". Até homenagem pra Pernambuco teve!

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A diva quer de fato tirar a imagem de "Beyoncé do Pará", o que tá surtindo efeito. A chama agora pelo nome, moral tá chegando! Por sinal a mesma cantou "Xirley" duas vezes, talvez por estar em Pernambuco - terra dos compositores - e música que deu o levante geral pra sua carreira. De lá Gaby foi pro palco do Marco Zero (o grande palco do carnaval recifense) para participar da apoteose fim-de-carnaval. Acabei não tirando foto com o pessoal da banda - não existe cantor sem músicos - o que por um lado fica aquele lance de "próximo show, é nós!". Feliz Robatto, te ouvi de perto. Novos amigos Diego e Gleidson, vocês arrasaram! Agora Gaby tava beba doida mesmo ontem, viu? hahahaha.

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Vi Lia Sophia cantando com Dona Onete e achei massa a presença dela aqui, sigo a mesma no twitter e já tinha visto uns vídeos, tem tudo pra crescer musicalmente também. Tô eu lá no show de Gaby Amarantos quando Lia aparece de novo. Já que tá em Recife vamo simbora pra tudo que é show! Fui dormir com essa música na cabeça (que está cogitada pra fazer parte da trilha sonora da nova novela das 6, da Globo). Assim que Lia entrou no palco ouvi comentários "Caramba, ela é muito linda!". Mais do que linda ela é talentosa. Fazendo analogia, coisa que muitos cantores gostam apenas inicialmente pra alavancar (adoro essa palavra) a carreira. Lia Sophia é tipo uma Paula Fernandes do brega/carimbó, algo por aí.

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Tem gente que pensa que carnaval é só beija beija, "sucesso" e cana no juízo. Pra mim carnaval é alegria, é colorido, é fantasia criativa e música boa. Fiquei bastante feliz com tudo o que o carnaval me proporcionou culturalmente.

Beijos!
Quinta, 15 Dezembro 2011 21:51

Roupa também é música.

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Essa semana soube que o dono da loja K-tron é o pai de Neymar. Pra quem não sabe/não viu/não anda pelo centro da cidade nem nunca observou as roupitchas estilosas dos MC's de tecnofunkbrega, K-tron é a mais nova sensação, é o novo status dos fãs de "brega". É toda uma questão de "se eu uso a roupa que Fulano usa, sou igual a ele". Não é a toa que a moda das novelas alçança as lojas dos shoppings e dos grandes vuco-vucos (vulgo centros da cidade) em questão de segundos. Usar o brinco que Neymar usa, a sandália que Ivete anuncia, o Monange que Xuxa finge usar e beber Devassa jurando que é Sandy... TUDO TEM A MESMA LÓGICA DE MERCADO, tudo envolve a sensação de ser alguém.
No mundo da música não poderia ser diferente. Quem não gostaria de sair na rua com a roupa igual a de Joelma (not), com o cabelo estiloso igual ao de "Rei"ginaldo Rossi, com a jaqueta maneira de Kelvis Duran, com os brincos enormes que Michelle Melo usa? QUEM NÃO? hahahaha. O modo de vestir das bandas e dos seus fãs influencia muito no marketing. Os MC's bregueiros foram espertos em fazer parceria com a K-tron (que certamente veio parar aqui em Recife por causa do lance cópia com os MC's funkeiros do Rio). Podem observar os clipes mega produzidos da Pró-Rec que vocês irão ver no mínimo um boné com o símbolo da K-tron, NO MÍNIMO. MC Sheldon mesmo é o mais promoter da loja, é cada lapa de nome das camisas e bermudas que vou te contar. A divulgação é tanta que tem até funk, vê só:
Funk da K-tron
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É isso. Bjs!
Domingo, 20 Novembro 2011 15:53

A prefeitura e o brega.

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E quando a Prefeitura do Recife banca show de brega em pleno Recife Antigo? De início eu achei estranho, mas depois analisando o caso é até justificável. Depois da reportagem passada em rede nacional falando do Recife Antigo, patrimônio histórico e cultural, que estava meio abandonado, com tráfico de drogas e violência urbana, a prefeitura criou o projeto Viva Recife Antigo, em que de quinta a domingo acontecem atrações musicais, teatrais, feira de artesanato e por aí vai, tudo pra mostrar que o lugar não morreu. Realmente, a movimentação só acontecia na época de carnaval (e que movimentação), depois disso a cidade parava, com pouquíssimos eventos durante o ano, como no São João ou alguma noite de seresta.

Essa leve introdução é só pra falar do que realmente foi a noite de ontem. Uma banda de música sertaneja - Luiz Vieira - e duas bandas de brega, a Victor Camarote e Banda Arquibancada e Faringes da Paixão. Muita gente, muita animação, pouca cerveja (não que isso me afetasse) e aquela sensação de que metade do pessoal estava ali só por "frejo", só por oba oba. Por quê? Bom, ali tinha gente que nunca tinha visto/ouvido Faringes da Paixão (ouvi a pessoa falar isso, não tô inventando), gente que ouvia as músicas e nem sequer sabia o refrão, mas pelo menos tava se remexendo, gente que disse pra mãe que ia ver "uma banda massa de brega, mas né da bagunça não".

VCBA, do último show que fui pra ontem, melhorou (não que eles fossem ruim) bastante. Colocaram uma batida tecnobrega nas músicas, o repertório tá massa, a banda tá mais produzida em termos técnicos de música, eu achei. Faringes da Paixão arrasaram com o novo repertório, coisa que havia comentando com um integrante da banda. Como eles tocam em tudo que é buraco meio que já estava manjado, já tava enjoando, mas ontem eles realmente surpreenderam. Sem fazer spoiler, mas já fazendo, ouvir "Não se reprima" e "Voltei Recife" em ritmo de brega foi inenarrável, imensurável, inacreditável. As bandas ganharam nome, ainda bem, e o povo vai porque "Banda Tal vai tocar".

Eu curti demais, como sempre curti os meninos e outros bregas bagaceiras, mas ao que parece o evento ontem tinha cara de "lavagem do brega". Vamos lá! Duvideodó a prefeitura colocar na Praça do Arsenal MC Sheldon, Vicio Louco, Swing do Amor, Metal e Cego, os chamados bregas da periferia. Duvido! Mas como a onda brega tá retomada, é mais "sociável", "seguro", "bonitinho", "conveniente" colocar as bandas que tocam brega que tem tudo no lugar. Em discussões sobre a música paraense é uma espécie de "branquinização" da música "negra", é deixar o brega sujo passar por limpo. É dizer que vai pro brega "mas não é aquele que fala baixaria não, painho". Isso acontece comigo quando digo que gosto de brega. O povo se assusta. Gente, brega não é só MC e meu blog está aqui pra provar isso. "Ah, eu cuido da comunicação de uma banda de brega, a Club Cabaret" e a cara logo se entronxa. Se brincar falar que usa RecifeFantasydrogas dói menos, hahaha. A palavra "cabaret" remete a put* e o povo já acha isso ruim, sem nem ao menos experimentar. Cheguei a ouvir até um "Mas o brega deles não é o autêntico, tás fazendo errado". Claro que não é, mas não deixa de ser brega não é mesmo? A Club Cabaret, assim como Faringes, De Las Negas, VCBA estão aqui para "limpar" a imagem do brega, embora cada uma tenha sua característica. Faringes tem a vibe das versões, VCBA das músicas mais roedeiras, Club Cabaret das mais românticas. Sem contar que cada uma tem seu vestuário: Faringes é um tal de onça e "Agostinho Carrara" genial, hahaha; VCBA é mais no óculos escuro, gravata e chapéu, algo mais cafetão; e a Club Cabaret, claro, roupa mais sensual mas sem escrachar (foto). É uma faca de dois gumes, porque tirar onda/usufruir de algo que a sociedade diz que não presta é no mínimo estranho, mas ao mesmo tempo aumenta o cenário bregueiro em Recife e adjacências. Errado é ter lá no Id as danças e as músicas bregas preferidas e sair falando por aí que não gosta, que é baixo e sem cultura demais. Não vou cansar de falar isso por aqui, deixem de ser recalcados! Assuma que gosta de brega, de fazer faxina ouvindo Zezé di Camargo e Luciano, quem tem um pôster de Reginaldo Rossi guardado embaixo da cama.

Em resumo, a iniciativa da prefeitura em levar o brega foi massa, escolheram as bandas, do momento, não vou mentir, mas precisava fazer esse comentário.

Beijooos, ótimo começo de semana para vocês! =)
Quarta, 02 Novembro 2011 15:27

E de onde veio essa Xirley?

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Ontem tive o prazer e a felicidade de conhecer Gaby Amarantos. Gaby é muito gente boa, simpática, alegre, atenciosa, está mais do que nunca (imitando Faustão) no caminho certo.
Eu como sou muito da esperta fui logo dando uma calcinha fio dental comprada no centro da cidade pra ela autografar. Você que já apelou pro Santo Antônio, pra mãe de santo, pra recadinhos do amor em rádios, pra vizinha rezadeira, esquece tudo isso mulher. Pra enfeitiçar os homens só serve "café coado na calcinha" mesmo, hahahaha. Quem aí tá desesperada levanta a mão! \\\\\\0//////
Pra não perder a viagem na visita, gravei uma mini entrevista com ela sobre a relação da sua carreira com Recife. Já postei algo aqui no blog, mas nada se compara com a própria artista falando né? Inclusive na entrevista é desvendado esse babado de "onde Gaby conheceu Xirley?"

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O brega está numa nova fase... é! A era do iê iê iê já passou? A onda agora são as batidas "uó", os remix, um brega meio funk meio brega. Isso deve ser bom porque entra nos ouvidos sem sentir, você se mexe sem querer, mas o romantismo e o dois pra lá, dois pra cá às vezes faz falta. Outra coisa legal que achei foi Gaby "assumir" que o tecnobrega vem da roubadinha. Engraçado isso do mundo da música porque geralmente a música gruda somente por causa do intérpretes. Os compositores, coitados, caem na síndrome de mosca de padaria, só vendo as delícias e usufruindo pouco. A nova forma pode ser essa historinha de tudo agora ser brega, em premiações de música, em propagandas e em boates high society, curtindo pra tirar onda ou não. Como falei pra Catarina Dee Jah, essa galera que tirou onda querendo ou não tem importância no que pode se chamar de reascensão do brega. As boates aqui em Recife estão todas transformadas no brega, com bandas e mc's surgindo a todo momento e isso veio por causa dos que ouvem brega com a galera só pra dizer que curte. Soa falso, é estranho ver alguém que não gosta de músicas populares dançando a posição da rã, maaaas acontece, fazer o quê.

3- Adorei saber de onde a Xirley veio. Logo quando vi o clipe fiquei cismada sobre como Gaby conheceu a música, porque essa era tão de Recife, tão Bar Central apenas, que estranhei chegar até ela. Mistério desvendado, rsrs. Como a própria falou, Pernambuco e Pará estão muito interligados, cada um com seu cenário, sua cultura e sua população, claro, mas que têm objetivos semelhantes.

Em resumo adorei conhecê-la, vou frisar isso até eu chegar no céu. É bom conhecer gente alto astral, que luta pelos seus objetivos e que se mostra disposta a "lutar" pelos outros também. Obrigada mesmo, Gaby. Obrigada também a Catarina Dee Jah que mediou o encontro. =)
Beijos pra vocês com sabor de café.

(mais detalhes no http://quemgostadebregasoueu.blogspot.com/2011/11/o-dia-em-que-conheci-gaby-amarantos.html)
Quarta, 12 Outubro 2011 16:54

Gaby Amarantos é a diva do Pará (e de Recife)

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Gaby vez ou outra está em Recife. Ao que parece, todo esse affair por nós pernambucanos (explicação minha) é porque após um show dela no Rec Beat 2010, evento tido como alternativo que acontece em todo carnaval, sua carreira emplacou (Esse trecho foi retirado do meu blog. Lembro bem que deu o maior fuzuê no twitter por causa desse "emplacou". Sinceridade, percebam a diferença da carreira de Gaby antes e pós Rec Beat, fora do Pará...). Foi tipo Calypso quando veio pra cá, cantou um bocado nos programas de auditório, fazendo show em tudo que era canto, hospedando-se em hoteis não tão luxuosos, mas deu certo e pei buf! Gaby Amarantos já participou da gravação do dvd de Almir Rouche, veio pro Baile dos Artistas, entre outras coisas. Coincidência ou não, Recife deu sorte.

Tudo isso é pra falar do seu novo clipe que tá bombando nas paradas do sucesso da internet, a versão de Xirley, de Zé Cafofinho (pernambucano, sim senhor!) e Suas Correntes, que faz parte do cd "Dança da noite". A versão ficou show de bola, o clipe muito bem produzido e diferente, sem contar que adoro a batida das aparelhagens!
{youtube autostart="false"}niGt6fhwMtA{/youtube}

Música original:
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"Saia vermelha, camisa preta (torce pro Sport, Flamengo...)
Chegou pra abalar
Quando tu for na casa dela, lhe buscar, ela vai preparar
Café coado na calcinha, pra te enfeitiçar (hummmm, poderosa!)
E quando tu chegar no baile
Tu vai ver só o que ela vai aprontar (danadinha)

Eu vou samplear, eu vou te roubar!"
Terça, 27 Setembro 2011 23:14

Rock in Rio Doce

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rockinriodoceO Rock in Rio já começou e o assunto só é esse. Show daqui, vídeos de lá, gente que não foi invejando quem vai, críticas do tipo "Desde quando Fulana é rock? Em tal edição tinha Queen, Gun's roses, R.E.M..." e assim por diante. O mundo da música é assim movimentado e cabe a nós aproveitar, seja ao vivo ou pela televisão.
Da mesma forma, grandes eventos como esse geram metáforas, brincadeiras e... paródias. Aqui em Recife inventaram o Rock in Rio Doce. Rio Doce é um dos bairros de Olinda (aquele lugar que você vem pra brincar o carnaval, além de Recife) e não tem nada de turístico - exceto o espaço do Criança Esperança que já tá meio abandonado. A paródia começou como uma página no Facebook e está na marca das 12mil "curtidas".
O Rock in Rio Doce "EU VOU MAS NÃO SEI SE VOLTO " tem 4 áreas:
- PALCO inMUNDO
- PALCO ROUBE'STREET'FIGHTER
- PALCO SUNGRETCH (Conga Lá Conga)
- LAJE ELETRÔNICA

* FRONT LAJE - TUDO INCLUSO ( PF + BANHO DE MANGUEIRA + KOLENNE + CENOURAs&BRONZEs + ACESSO A LAJE ELETRONICA)
* LAJE - ( VISÃO PRIVILEGIADA DA FRONT LAJE+ FITA CASSETE DO XÔ)
* SEMI-LAJE ( VISÃO DA LAJE )
* BARRANCO ( NÃO VÊ NADA, MAS ESCUTA NAS CAXA DE SOM )

** ROCK IN RIO DOCE - THE BEST OF BRAZILIAN BREGAMETAL - COM:

--- FARINGES DA PAIXÃO, international cotovelo pain
--- KELVIS DURAN, prince of calypso - from Carpina to the World
--- VÍCIO LOUCO, lapada in rachada groove
--- CIRANDA DE MALUCO, live Moeda's street
--- DJ REMIXSOM, agitando a Lajeletrônica.

Propaganda:
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Segue uma entrevista, segundo conversa com os produtores do Evento [Rock in rio Doce]:  
1) De quem foi a ideia do nome Rock in Rio Doce?
Lucas Campos e Rafael Queiroz.

2) Você imaginava a repercussão que esse evento iria ter?
Ninguém imaginava! Simplesmente Rafa e Lucas abriram o evento no Facebook e em poucos dias já somava mais de 2.000 presenças confirmadas. Foi quando nós, produtores, entramos em contato com os meninos (que por coincidência já eram nossos amigos) e resolvemos realizar o evento, pois era unanimidade as pessoas pedindo a realização do mesmo.

3) Sei que depois da repercussão no facebook vocês se animaram pra realmente fazer a festa. Como se iniciou o processo de organização do evento?
Iniciamos fazendo uma pesquisa sobre lugares que seriam interessantes e diferenciados p/ realização do evento. Foi quando entramos em contato com a Secretaria de Cultura de Olinda e eles autorizaram o MERCADO EUFRÁSIO BARBOSA para o dia 01 de Outubro. Após isso fomos atrás de várias bandas do Recife, até do Rei Reginaldo Rossi (que por problemas de Agenda, não irá poder comparecer).  E aí depois de muita conversa com o público e com as bandas fechamos em: FARINGES DA PAIXÃO, KELVIS DURAN, VÍCIO LOUCO e CIRANDA DE MALUCO. Depois foi só resolver questões de estrutura e divulgação do evento!

4) Por que bandas de brega?
Para fazer sentido com a paródia: "Se você é mais um que não vai conseguir participar do Grande Show esse ano do Rock in Rio, não se preocupe nem fique tristee... Vem aíííí... O "ROCK IN RIO DOCE". "EU VOU MAS NÃO SEI SE VOLTO'", com as áreas e as lajes.

5) Vocês têm em mente outras versões do RIR Doce, em outros lugares ou estilos de música?
Temos, mas isso será SURPRISE para o próximo ano! AGUARDEM AS NOVIDADES!

O evento é bagaceira mesmo, hahahaha. Os ingressos já estão esgotando, é sucesso total! Peguem os aviões para Recife que o RIR Doce vai ser bom.
Abraços.
Quarta, 31 Agosto 2011 00:44

Filme "Explosão Brega"

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cartazexploso
E ontem finalmente foi a pré-estreia do longa "Explosão do brega", de Hanna Gogoy. O filme/documentário mostra o cotidiano de grandes bandas e cantores de brega pernambucanos, de forma simples e ao mesmo tempo com conteúdo. É divertido, bem musical (tem que ser) e arrepiante, afinal, que imaginaria que um filme desse, de um estilo musical que vive sob a mira de cultos/falsos cultos estaria em um cinema conhecido no Brasil todo. Ainda não se tem notícias sobre quando será lançado em dvd ou de fato a exibição nos cinemas, mas enquanto isso vocês deliciem-se com o trailer:
{youtube autostart="false"}V5OKF_vt3oo&feature=player_embedded{/youtube}

Beijos!