Coluna Açaí com Música

Segunda-feira, Janeiro 02, 2006
AÇAÍ COM MÚSICA
Jr. Neves

Aí gente! Depois das confraternizações de Natal e Fim de Ano e muita descontração, ressaca e uns quilinhos a mais, estamos de volta pra encher, no bom sentido, o Panetone de vocês.
O ano de 2005 - na política (corrupção e CPI's de Pizzas e impunidade, péssimos políticos), no futebol (corrupção e favorecimentos ilícitos) a insegurança e violência crescendo assustadoramente em todo o Brasil, e por algumas catástrofes - foi lamentável. Agora, só nos resta esquecer o passado sombrio e lembrar das nossas suadas e abençoadas conquistas, como graças alcançadas. Afinal, só com boas lembranças é que conseguiremos ter um pouco de equilíbrio emocional como alicerce, para enfrentarmos essa difícil vida bandida.
Também não podemos esquecer de cultivarmos a bondade no decurso do ano por completo, e não se distanciar de JESUS, quando, cegos pela ambição, deixamos de enxergar e praticar seus ensinamentos. Que DEUS abençoe a todos e tenhamos um ótimo ano de 2006.

VEREQUETE É O REI

Fonte da Foto: Orkut - comunidade de Mestre Verequete

Vai acontecer uma benção daquelas que talvez só aconteça de século em século. Natural de Quatipuru, localizado no Município de Bragança - PA, aos 89 anos (completará 90 em agosto de 2006), Augusto Gomes Rodrigues, popularmente conhecido como Mestre Verequete, um dos principais precursores do Carimbó raiz no Pará, símbolo e patrimônio cultural da cultura Cabana, vai entrar em estúdio pra gravar o décimo quarto CD de sua respeitada carreira, intitulado: "VEREQUETE É O REI", em companhia do Grupo musical regional UIRAPURU.
O projeto começou a ser desenvolvido no estúdio do laboratório de Comunicação Social da UNAMA - Universidade da Amazônia, em Belém. Participaram das gravações, os músicos: Felipe Barbosa (neto de Verequete) na clave, João Batista Braga e Augusto Castro no Curimbó, Hélio Castro no Banjo, Domingos no Triangulo e Lídio conceição na voz e percussão.
Com 13 faixas - onze de autoria de verequete - dentre elas, a faixa título do Cd: "Verequete é o Rei", um tambor de mina, "Chama Verequete", uma canção com célula de candomblé (ambas de domínio público), e as autorais: "Retumbão Bragantino", "A cobra é Venenosa", "Vou Tirar Cipó", "Morena Penteia o Cabelo", "Sereia do Mar", "O Galo da Campina", "O Xote do Verequete", "O Ralador", "A Borboleta Amarela", "A Casinha do Caboclo" e "A Camisa de Murim".

O CD será lançado pelo selo independente Ná Figueiredo, e a previsão de lançamento é em março.

OBRA COMPLETA.

Fonte da Foto: Uol

Pra completar em trilogia a obra e vida de Mestre Verequete, do Carimbó e ritmos da Amazônia, está programado para agosto, o relançamento do CD VEREQUETE É O REI, juntamente com o relançamento do documentário: CHAMA VEREQUETE, de Luis Arnaldo campos e do Livro: "O SOM DOS TAMBORES", de Laurenir Peniche, tese de doutorado para a universidade de Campelbellsville - Estados Unidos.

A PARTE DO DESRESPEITO
A maioria do acervo de mestre Verequete foi gravado e revisitado por centenas de outros artistas, sem que o autor, apesar de suas obras serem imortais, quase não recebesse um "realzinho" por seu direito autoral.
Quando Verequete descobriu que estava sendo "roubado", ficou recluso em sua decepção por dez longos anos. E a cultura paraense, ao invés de dez, perdeu cem anos de evolução, ficando inerte no campo de aprendizado de seu próprio universo cultural. Verequete fez muita falta nesse período.
Ainda bem, que pra nossa felicidade ele está de volta. Seja bem vindo.

Vida longa ao Verequete. Vida longa ao Mestre.

NILSON CHAVES E MANIÇOBA DA BOA

Fonte da Foto: Outros Brasis

Após longa expectativa e oito meses de gravação, enfim chegou às lojas, e aos corações dos fãs, o CD "MANIVA", o 14o da carreira do cantor e compositor Nilson Chaves, um dos principais expoentes da música brasileira:.
O CD, através do prestigio e amizades do cantor, teve participações de artistas consagrados de outros Estados, como: Zeca Baleiro (co-produtor do CD), Chico Cezar, Flávio Venturini, e paraenses (ou quase) não menos notórios, entre eles: Edmar Rocha Jr., Vital Lima, Celso Viáfora...


RETAGUARDA PAPA-CHIBÉ
Os músicos que deram "corpo" ao Cd "Maniva", gravado em Belém, são paraenses, entre eles: Davi Amorim na Guitarra e violão, Edvaldo Cavalcante Anaice na batera, Esdras de Souza nos metais (instrumentos sopro), Edigar Mattos nos teclados, Adelbert Carneiro no contra baixo, arranjos e direção musical, Mapyu e Trio Manari na percussão.
Não podemos esquecer as participações dos paulistas: Tuco Marcondes e Toninho Ferragutti.

Sem dúvida o CD "Maniva" de Nilson Chaves, lançado dia 02 de dezembro passado, foi um dos grandes presentes de Natal, um raro brinde ao término de um ano de lutas e conquistas, e uma feliz saudação ao ano de 2006.
Que bom que começamos com o pé direito essa nova etapa da cultura Amazônica. Parabéns ao Nilson e aos que acreditaram e patrocinaram esse importante projeto. O Pará, mais uma vez, literalmente, está em festa.

BANDA CALYPSO

Fonte da Foto: Domingão do Faustão

Está de parabéns a Banda calypso pelo estrondoso sucesso, no Brasil e no exterior. Pela persistência merecem.
Foi agraciada com o Prêmio de melhores do ano no Domingão do Faustão. O troféu pouco importa, até por alguns deslizes escabrosos, como a Pitty (roqueira? Cantora? Compositora?), e sim o que vale é o reconhecimento do sucesso e o respeito pela carreira da banda.
A Calypso, de quebra, continua levantando a bandeira do Estado do Pará. E não adianta os preconceituosos torcerem o nariz.

BANDA XEIRO VERDE

Fonte da Foto: Banda Xeiro Verde

Após grande sucesso no eixo Norte-Nordeste, e vários shows em são Paulo, a banda já recolheu material (músicas) para gravar o novo CD.
Hellen Patrícia (vocalista e líder da Banda) além de bela, sempre acerta na escolha do repertório.
A pré-produção está sendo feita no estúdio XD, do camarada André Neto.
Fãs da banda como a Joyce (secretária geral da UNIMED-Belém), estão aguardando com ansiedade o novo Cd.
Joyce sempre manda e-mail contando novidades sobre a banda. Valeu Joyce.

JÔ SOARES. QUANDO SERÁ O AMANHÃ...
Quando será, que um artista de verdade novamente representará o Pará no programa do gordo.
Até agora, salvo raríssimas exceções, como a Dira Paes por exempo, só tem ido "bomba", falar as piores bizarrices possíveis, sendo tachado de ridículo (e não de palhaço, o que seria um elogio), e ainda por cima, achando que arrebentou na parada.

JESUS..., dai-me paciência e muito açaí pra suportar tais asneiras.

CARNAVAL 2006

Fonte da Foto: Uol

As escolas de samba em Belém estão em reta final dos preparativos para o próximo carnaval. Os compositores estão em plena atividade e alguns já até gravaram seus sambas de avenida.
Todo ano, entre tapas, beijos e muita gelada, é a maior festa. Os estúdios ficam todos lotados, dos mais antigos aos mais novos, todos estão com os horários preenchidos.
O Zenker Estúdio, do produtor Balthazar Zenker, na base da "manguaça" (brincadeirinha!) está quase 24h no ar, recebendo ilustres do Samba, como: Bosco Guimarães, José Barradas, Carlinhos Sabiá, Xaxá, Pedro Paulo, Meia Noite, Meio Dia, Fernando Gogó de Ouro, KaKá, entre outras feras.

CULTURA A TODO INSTANTE

Fonte da Foto: Portal Cultura

Acessem www.portalcultura.com.br e conheça mais sobre música paraense, cinema, artes plásticas, informações culturais, shows e afins. Quem comanda a barca é o diretor da FUNTELPA, Ney Messias Jr. vão lá, o site é da pesada.


É PRECISO TER MAIS CUIDADO
Sou admirador confesso do trabalho que Ney Messias Jr. vem fazendo à frente da FUNTELPA, mas Ney precisa respeitar um pouco mais os artistas locais, principalmente aqueles que não ficam 24h bajulando a imprensa para aparecer.
Quando chega algum possível investidor, empresário ou produtor musical nacional, Ney, simplesmente dá de ombro, ignorando e deixando pelo caminho qualquer artista que esteja ao seu lado, há ponto de, cego pelo possível acerto de parceria ou patrocínio, fazer de conta que nem conhece determinados artistas, que até já se apresentaram, pasmem, sob seu comando no programa Cultura In Concert.

Vamos com calma, Ney, sua cotação ainda está altíssima, mas...

TODO ANO A MESMA ENGANAÇÃO.
"5.000 caipirinhas (de) grátis antes da meia noite", "toneladas de frutas", "sorteio de brindes", "os primeiros 1000 ingressos dão direito a 02 cervejas", e por aí...
Essas e outras armações são corriqueiras pra enganar o consumidor nas festas de fim de ano elaboradas pelas casas noturnas.
De novo o povo paga (para empresários, políticos...) o pato, o peru, o panetone, o bacalhau, o champanhe, etc.
E os espertinhos, mentirosos, ainda pagam (quando pagam) cachê de miséria para as bandas, que se revezam no palco até o sol raiar. ECAD então! Nem pensar. Pode?

E o ministério público não vê nada. Ta bom pra ti?

SOCIEDADE DO VENHA NÓS.

Fonte da Foto: Ricardo Bomfim

Algumas bandas se acham no direito, sem pagar exclusividade, de gravar uma música e não aceitar que outras bandas re-gravem a mesma. Querem fazer uma tal de triagem que chega a durar 04 ou 05 meses, ou até mesmo, acreditem, 01 ano. Isso mesmo, 01 ano com 50 músicas ou mais, deixando os autores, que vivem do escasso direito autoral, esperando em pé, sem ganhar nem uma ajuda de custo, e sem direito a reclamar, sob pena de ser chamado de mercenário e ser boicotado ou difamado no mercado.

PUXANDO O "TUBARÃO" PRO SEU LADO E DEIXANDO AS MIGALHAS
Agora virou moda as bandas abrirem suas próprias editoras, para trabalhar, não em prol do autor, e sim de seus próprios interesses. Tipo: primeiro o interesse da Banda, em segundo o interesse da editora em terceiro e último o interesse do pobre do autor. Por exemplo: salvo raríssimas exceções, as Bandas, disfarçadas de editora, não precisam ou não querem pagar liberação, muito menos exclusividade para o autor, por se achar dona da obra, e nem tão pouco liberar pra outras bandas gravarem a dita música, pra que não atrapalhe a vendagem de seus discos, ou que a banda tenha uma imagem de Impar, de única. Ou seja, sempre puxando a sardinha pro seu lado, às vezes até por pura vaidade. E o autor... que se exploda.

CAIXA ZERO
E o pior, é que essas bandas, têm grana pra pagar tantos mil de produção musical, tantos mil de estúdio, tantos mil pra prensagem, capas, fotos de CD e DVD, tantos mil de infra-estrutura, como: ônibus, som, iluminação, figurino, (tudo do próprio bolso) e na hora de pagar o autor, coitado, é aquela choradeira, aquela miséria.
O autor fica enquadrado no esquema do caixa zero.
O engraçado e trágico, é que a música propriamente dita, é o principal produto que as bandas vendem, e é o que realmente marca a carreira da banda e a vida dos fãs, e não essa "parafernalha" toda. É a música que embala os sonhos, que marca as relações amorosas, que traduz e eterniza os momentos edificantes e felizes, que trás notoriedade para o artista. Sem falar que é a música que dá o retorno financeiro ao mesmo.

O criador principal deste produto, a música, apesar da magia em sí, é desrespeitado, desvalorizado e difamado, a ponto de transforma-lo no principal vilão dessa história.

Sabemos que nem todos os autores são "santos" mas a classe não pode pagar por uma meia dúzia de antiéticos.

É preciso ver quem é quem nessa história, e fazer os acertos, de acordo com o profissionalismo e caráter de cada um. Cada caso...

O que não pode, são os donos de bandas, subestimarem os que conhecem seus direitos.

MAIS DIREITOS AUTORAIS
Já repararam que a Polícia Federal só faz efetivas "batidas" nos vendedores de produtos piratas próximo as datas festivas? E os peixes grandes, continuam ilibados?! Por que será? E depois fica tudo como dantes no cartel..., ops! Quartel de Abrantes.

Abra-antes os olhos, senão...

E os detentores dos direitos, coitados. Tomam direto no... coração. Ainda morrem de enfarte.

SILVINHO SANTOS

Fonte da Foto: Silvinho Santos

Vem aí o DVD do cantor e radialista Silvinho Santos. Foi gravado dia 16 de dezembro, na Cidade Folia - Entroncamento/Belém - com participações de Nelsinho Rodrigues, Priscila Russo (Banda Mega Pai - D'égua), o Fantástico Tupinambá do índio-jay Dinho e o Super Pop. O próprio Silvinho garantiu que o DVD vem muito bom. Vamos aguardar.

BELÉM JOVEM
É o ótimo programa que vai ao ar aos domingos, pela manhã, na TV Rauland Belém - Rede TV - com apresentação do competente e carismático Fabrício Souza. Lá rolam entrevistas com cantores da terra de vários segmentos musicais, clipes, shows, entretenimentos e várias informações sobre as produções locais.
Domingo (25/12/2005) pude assistir ao programa e constatar o talento e exuberância da ótima cantora: Lia Sofhia. Performance de palco 10 e de quebra é belíssima e afinada.
Isso, tudo é mostrado na tela de maneira simpática e democrática, em linguagem jovem e moderna, num superalto astral, bem fiel ao nome do programa. Parabéns ao Fabrício e sua produção. Pai d'égua mesmo.

Indicado pela amiga Tuta, acessei www.digestivocultural.com e achei bem legal.

www.soloucalypso.v10.com.br
www.soloucalypso.v10.com.br. É onde o pernambucano André Luis Costa Barreto divulga amplo material sobre a trajetória da Banda Calypso, incluindo um resumo da história do ritmo calypso, texto extraído, cordialmente do nosso Site www.bregapop.com e escrito por este louco que vos chateia.
André Luis, também Web Designer, fez um ótimo trabalho. Está de parabéns. Fãs da Banda, não deixem de acessar. O site é muito bacana.

NÃO HÁ DE QUE.

Fonte da Foto: Banda Sayonara

Jade, vocalista da banda Sayonara mandou e-mail agradecendo o tópico da "coluna" passada sobre o DVD da Banda. Não há de que Jade, até por que só falei VERDADES (música da Banda Sayonara, composição de Jade com minha ínfima parceria). Mas valeu o registro, afinal, não é todo dia que sou agraciado com e-mail da cantora.

BETO BARBOSA

Fonte da Foto: Beto Barbosa

Já está no ar, segundo Ana Clara Marinho, o site do cantor Beto Barbosa: www.betobarbosa.com.br vamos dar uma espiada, certo?

Vou ficando por aqui, navegantes. Esse mês foi lero-lero há bessa. Mais uma vez, peço perdão por minhas falhas, mas não deixem de me criticar. Serei grato aos que são do bem e querem minha evolução. A gente se vê. Abraço a todos.

Contato: (91) 8139-2068 jrneves2005@yahoo.com.br jrneves2005@hotmail.com


TEXTO EXTRAÍDO DE MARTE
Elias Ribeiro Pinto - Jornal Diário do Pará - 27/12/2005
http://www.diariodopara.com.br/Edicoes/2005/12/27/Elias/Pinto.asp

Quando não é bala, é brega


Melhores momentos da coluna? Se ainda fossem os piores, material não me faltaria. Na verdade, desde que o amigo Gerson Nogueira comentou recente e indigente passagem do Anormal do Brega pelo Programa do Jô que me deu vontade de retornar ao assunto. Para retomar do ponto em que parei, reproduzo o texto a seguir, publicado no dia 8 de março deste ano, na terça-feira seguinte ao domingo em que, acho, pela primeira vez a Banda Calypso apresentou-se no Faustão. Reedito isso, amanhã prossigo.

***

Triste Pará - ter como advogado o Faustão. Tempo atrás, foi o Wanderley Andrade. No último domingo, isso aqui, ioiô, virou a terra da Banda Calypso. Quando não é bala, é brega.
E antes que venham de lá balas de cupuaçu, dos regionalistas de sempre, do paraensismo de plantão, acusando-me de elitista, devo dizer que a Calypso é musicalmente tão indigente quanto aquelas baianidades que nos invadem com dia e hora marcados, nos tais carnavais fora de hora. E daí? Não é isso que a massa quer? Então...
Elitista eu? Já enfiei o pé em bordéis de quinta, em inferninhos que nem o capeta ousaria encarar. É muito cômodo e anestésico para a consciência abastada (que se quer sem preconceito, culturalmente condescendente, até para disfarçar sua carência intelectual) ouvir brega nos salões da burguesia colunável. Queria ver o contrário, como eu fiz: levar o bom e velho rock'n'roll, a MPB e a música erudita, no mesmo saco, e botar para tocar nas estridentes e bregueiras caixas de som daqueles covis do Guamá, testando a audição da brava gente suburbana, isso nos anos 80.
Cheguei, pedi licença, tirei o brega do toca-discos e botei Lou Reed, Led Zeppelin, substituí o bolerão de trincar tímpanos e mandei ver Egberto Gismonti, Elomar, Xangai e Alceu Valença. De início, surpreendidos por aquela invasão do campus na periferia, reagiram, e não lhes tiro a razão. Mas lhes tirei o revólver que chegaram a puxar para acabar com aquela farra multicultural fora de hora e de lugar. As balas, garanto, não eram de cupuaçu. Quietamos, enfim, e em vez de armas puxamos o cachimbo da paz.
Quem passasse pela Bernardo Sayão imaginaria que o buana David Byrne, do Talking Heads, teria chegado a Belém antes de sua versão multiculturalizada ter desembarcado no Brasil do lado de lá. Era Waldick Soriano e Tom Zé, alternados, claro, levados na balada daquela bodega suspensa sobre o canal guamaense.
Pouco depois, aloprei. Carregava livros de João Cabral de Melo Neto, poesia russa (à frente, Maiakóvski), poesia grega, Carlos Drummond, Roberto Piva, William Blake, Max Martins, Jorge de Lima, Mário Faustino, Moacyr Félix, uivávamos com Allen Ginsberg. Punha os poemas para correr, era gente declamando de um ponto a outro.
Até que a dona da birosca (que também, não esqueçam, funcionava, nos fundos, como bordel, as portas dos quartos dando para uma estiva que corria sobre um mangue) espoletou: Chega! Pôs nossa tribo panculturalista para correr - já espantávamos os casais, escabriados com todo aquele alvoroço multicult.
Ainda hoje, apesar dos pesares acumulados na balança, se topar com uma vitrola derramando rebolados calipsos, sou capaz de virar um nativo caribenho. Agora, não preciso que a mídia televisiva idiotizada venha dizer que isso é o melhor do Pará. A Banda Calypso é chinfrim, letra beirando a idiotia, música primária.
Mas se é isso que a massa quer, ora, então, de minha parte, todo sucesso ao conjunto, que tenta responder o melhor possível ao que lhe pedem. Só lhes desejo mais público, mais vendas, conquistas, vôos mais altos.
Problema é o Faustão dizer que a maioria dos paraenses é gente boa (como, aliás, não deixa de nos lembrar propaganda de empresa da terrinha). É o preconceito camuflado de elogio. Pobre do Pará carecer de um abono desses. Diante do aplauso que mais soa condenatório, só restaria partir para a apelação e lembrar ao abonado apresentador que os grileiros vêm das bandas de lá, assim como os pistoleiros e seus respectivos mandantes.
Querendo exaltar e mostrar-se íntimo das excentricidades da colônia, Faustão (e aqui lhe devemos agradecer a oportunidade de nos fazer ver como somos vistos) alarga o firmamento caricato no qual aparecemos exoticamente chapados e deformados sob o calor brutal, condescendentemente descortinados pelo olhar supostamente civilizador.
De uma forma ou de outra, sob a rajada de balas ou da guitarrada da Calypso, é um Pará sempre à margem, da lei e da cultura. Concedem-nos, quando muito, o direito a uma tarde no circo global.
Nada contra, torno a dizer, a Banda Calypso, Joelma, Chimbinha e sua legião de fãs. Que prossigam saracoteando mundo afora. Só acho que, se para compensar a pistolagem forasteira, o tributo a ser pago é a elevação artística do Estado ao tope de tais representantes, Calypso e Wanderley Andrade (e eu até simpatizo com o cara), então, bye-bye, Pará. Caribenizemo-nos todos, antes, aliás, que o Faustão nos tome todo o chibé.

Elias Ribeiro Pinto

28/12/2005

Chimbinhas, Joelmas & outros Anormais do Brega

Vamos lá. Retomando o papo e a coluna de ontem ("Quando não é bala, é brega"), queria reafirmar o desejo de que Chambinhos, Chumbinhos, Chimbinhas, Joelmas, Andrades & todos os Anormais do Brega paraense consolidem o sucesso em 2006 e percorram todo o Brasil, do sertão às metrópoles, entre Globos e Bands. Só não me levem junto. E se der, não digam que é do Pará. O Estado já carrega peso demais para assumir mais essa carga pesada.
Em geral, os alardeadores - a maioria bem-intencionada, aliás (mas de boas intenções etc. etc.) - dessas indigências musicais sacam de seus manuais politicamente corretos para tachar os críticos do brega de elitistas, preconceituosos, conservadores, intelectuais rançosos, de desprezar a cultura popular dessa terra pinduca.
Bobagem. Os defensores do brega, ao menos esse levado na bagagem de seu carro-chefe, a Banda Calypso, brega-pop ou qualquer besteira que o valha, é que trocaram as bolas, as referências. Cultura popular está longe de ser a mesma coisa que cultura de massas, como é o caso da Banda Calypso e assemelhados. Estes representam a cultura de massas, alienante, reprocessada e imposta pelo tal do mercado a partir de sua vasta e poderosa malha de articulações.
A verdadeira cultura popular é sacrificada por essa cultura de massas, que é kitsch, lixo. E é kitsch e lixo seja onde for, em Belém, Salvador, Porto Alegre, São Paulo, Rio de Janeiro, Nova York, Paris, Caracas ou Sidney. É narcotizante e burra.
Já a cultura popular está muito mais próxima da alta cultura do que imagina a vã filosofia bregueira, são duas metades de uma totalidade partida, que os grandes artistas sabem unir e compor. De onde você aí, bregueiro bossa nova, pensa que vem Picasso, João Cabral de Melo Neto, o blues, o jazz, a própria música erudita, o Finnegan's Wake de James Joyce?
A questão não é o brega ser "música da terra", anticolonialista. Muito pelo contrário. Ele, o brega, nos retorna aculturado pelos colonizadores da indústria. É legítima a tentativa de desenvolver, entre nós, uma cultura local, nem diria autônoma, pois a globalização parece ter varrido esse conceito para baixo de seu tapete multicultural.
Ainda assim, nada impede que cultivemos um projeto de autonomia. E aqui podemos usar a globalização a nosso favor. A cultura autêntica pode se beneficiar dos frutos da cultura global de qualidade, e a esta não carece pedir passaporte nem atestado de naturalização. Neste sentido (ou contrapartida), aquilo que julgamos, à primeira vista, ser autêntico, local, "de raiz", não passa de cultura alienada, seja aqui no Pará ou na Caixa Prego.
Por sua vez, a verdadeira cultura é universal, aqui ou na Caixa Prego, seja Catulo da Paixão Cearense, Tolstói ou Waldemar Henrique. Mozart e Dostoiévski (mesmo com todo frio siberiano) são, por isso, importantes para a construção de nosso projeto de autonomia, nos falam tão de perto como se tivessem nascido em Marapanim, Conceição do Araguaia ou no Marajó. Nos falam muito mais de perto, por exemplo, que os irmãos forasteiros brasileiros que sentaram praça no sudeste/sul paraense.
Enquanto isso, para muitos de nós, paraenses, Chimbinhas, Joelmas & Anormais em geral nos são tão estrangeiros, irrelevantes, como se tivessem nascido em Reykjavik ou Madagascar.
A inteligência, meu caro partidário do brega, com certeza não tem pátria, viaja e fecunda novas inteligências, ampliando o arco de conhecimento sobre a Terra. Mas a indigência mental, se também não tem pátria, deveria ter, inclusive para ser identificada entre os seus, apontada sua debilidade mental. Seria profilático.
Não acompanho atentamente a música paraense, mas tem gente fazendo essa composição da nossa música, regional, com a alta cultura, como fez Waldemar Henrique, aliás, e, atualmente, numa outra altitude, com acertos e erros, fazem um Nilson Chaves, uma Jeanne Darwich. Um Eloy Iglésias, outro exemplo, que lançou um CD vigoroso, dançante, criativo, O Beijo do Minotauro, que não teve, aqui mesmo, a recepção que merecia. É muito melhor do que, na sua área, lançou-se no Brasil e mereceu estrelinhas de aprovação. Em Belém, o disco do Eloy ainda é muito melhor do que o trabalho que essas novas bandas de rock têm lançado.
Mas, voltando ao brega, sou um autêntico democrata. Querem Chambinhos & Chimbinhas & Chumbinhos? Pois dêem mais então. Pessoalmente, eles devem ter lutado, batalhado, acreditando no que fazem, ainda que o produto seja chinfrim, digno, aliás, de estrelar Faustões, Leões e outros bichos (quase que completo com a qualificação que Os Titãs deram a esses bichos, por sinal, outra banda que desandou).
Um último recado aos intelectuais do brega, aos teóricos bregueiros (é, já existe): o teórico do brega é um fingidor. Finge tão completamente, que finge gostar da música, o brega, de que ele deveras gosta.


AÇAÍ COM MÚSICA
Jr. Neves

Resposta ao Texto: "Quando não é bala, é brega" de Elias Ribeiro Pinto

PELO DIREITO DE ESCOLHA

Poderia responder de várias maneiras ao caro Elias Ribeiro Pinto, sobre suas infelizes e individuais colocações. Poderia dizer: que a indigência está em sua pobre alma, desprovida de respeito, humildade e sabedoria espiritual. Que a violência não existe ou cresce assustadoramente só no Pará, e sim no Rio de Janeiro, São Paulo, no restante do País e no Mundo. Que as bodegas, birosca (êta termozinho de gente baixa), periferias, estivas, mangue, covis (a casa dele deve ser um), canais..., não são "privilégios" só do Pará. Que grandes m... é, em qualquer lugar que seja, colocar pra tocar o bom e velho rock`n`roll, a MPB, a música erudita...; Quero ver o ignóbil compor, gravar, e aí sim, tentar colocar pra tocar sua própria música. É muito cômodo e anestésico, escutar ou tocar músicas dos outros, depois sentar o traseiro fétido em uma mesa, escrever, censurar e desrespeitar o gosto ou a vida de qualquer pessoa (chambinhos, chumbinhos....). Ao invés de ficar na teoria, entre em estúdio e grave o gênero que você acha que é perfeito: panculturalista, multiculturalista, e entre neste mercado desleal e carniceiro. Tente ralar e viver de música pra ver o que é realmente ruim. Falar (mal) é fácil. Talvez o fulano nunca tenha pegado em um cabo (deve até ter segurado em outros cabos..., de faca...) de enxada na vida. Se o Pará vive à margem da cultura, você vive à margem do respeito. Em seu texto chinfrim, pare de esfolar e depois afagar, seja coerente com sua revolta e se assuma como frustrado. Quem acha que existem intelectuais do brega está completamente paranóico. Segundo o relato forjado em um de seus parágrafos, o ocorrido na bodega, onde mandaram parar a execução dos seus produtos musicais refinados, fica nítida a sua frustração, daí, dá para entender relevar um pouco seu comportamento recalcado. Poderia dizer, que esse sujeito não tem o mínimo de autenticidade, pois se apoderou "verborrágicamente" e não proposital, de termos utilizados por determinado, e não menos infeliz repórter da revista veja, tais como: idiotia, idiotizada, e por aí... que ele, o dito do texto, está tão preocupado com o que o Faustão fala e não percebe que está ofendendo grande parte do povo paraense e até mesmo do restante do país, com seu preconceito barato. (isso mais parece birra de funcionário/jornalista, que trabalha em empresa concorrente da filial - em Belém - da Rede Globo). Que, independente de Cultura popular ou de massa, gosto é individual e deve ser respeitado. Que o "seu" texto sobre brega, será sempre burro, preconceituoso, kitsch, lixo e narcotizante (simplesmente por não entender o que é um ritmo feito para entretenimento) seja em Belém, Salvador, Porto Alegre, São Paulo, Rio de Janeiro, Nova York, Paris, Caracas, Sydney, ou na ponte que o partiu. Que, só se torna aculturado quem é radical ou alienado em sua própria opinião ou ego. Em sua debilidade mental e com suas próprias palavras contraditórias, deveria entender que, se a inteligência não tem pátria, por que o autor do reles texto: "Quando não é Bala, é Brega", se ampara na possibilidade de "caribenizarmos" nossa cultura, como forma de evasão da globo-alização, representada por Faustos Silvas da vida? ISSO sim é profilático e psiquiátrico. Achar que o Eloi Iglesias (reparem no figurino e no vocabulário do Eloi), com todo respeito, não é tão brega quanto o Anormal (que convenhamos, sua aparição no Jô Soares, de fato, foi deprimente) ou Wanderley Andrade, aí sim é indigência mental. Se o indivíduo diz que não acompanha atentamente a música paraense, que tivesse a fineza de não comentar sobre. Isso no mínimo é deselegante e comportamento aculturado. Ainda perguntaria: o que realmente esse cidadão já fez pela música paraense? Diria, que se o algoz do brega soubesse realmente o significado da palavra democrata, não a usaria inadequadamente e de maneira falsa e irresponsável. A democracia acaba quando o respeito se ausenta. Respeite quem gosta do ritmo. Assim como o autor do referido texto acha que existem falsos admiradores do brega, existe, tal como ele, o falso freqüentador de bordeis, que finge tão completamente, não ser burguês-elitista, que deveras é um ser execrável. Ainda poderia dizer: guarde sua opinião ou gosto pra você e sua legião de fantasmas da opera, que estão presos no templo da miséria espiritual, sejam eles brega ou não. Ser literalmente brega é não respeitar e não saber conviver com as diferenças e gosto de cada ser humano. Quem é adepto do Blues, o jazz, o rock`n`roll, MPB, música erudita, não necessariamente é melhor que o próximo. Poderia dizer que achava que o Nazismo havia acabado, e me perguntar: como pode, um sujeito que se julga tão culto e de gosto refinado, que conheceu poesia Russa, Grega e tudo o mais, poderia ser tão grosseiro em suas colocações e tão descentrado, a ponto de não se resignar em suas preferências musicais, preferindo o gesto antipático de bradar, em alto e bom som, seu desatino contra o LIVRE ARBÍTRIO, designado a nós mortais pelo DEUS supremo? De que adiantou tanto conhecimento? É pra isso que devemos ser intelectuais? Será que este ser repugnante quer estar acima de DEUS, querendo ceifar tal liberdade? Diria que tem muito intelectual-multicultural que é um perfeito mau caráter. Dizer que não gosta de artistas (ou pseudo-artistas, como queira) como o Anormal do Brega, das Bandas Calypsos da vida, Joelma, Chimbinha, do Wanderley Andrade..., até dá pra aceitar, afinal é questão de gosto. Mas desrespeitar ou desdenhar quem gosta da música brega, axé, forró, sertanejo, pagode, funk..., ou Calypso, aí é questão de invasão de privacidade e desatino. Repito: não falo pela Banda Calypso e sim pelo respeito e direito de escolha, independente de qualquer coisa, que cada cidadão, seja paraense ou não, tem.
Como, depois de tudo o que escreveu, este "doente" mefítico tem a coragem de pedir pra não ser chamado de: elitista, preconceituoso, conservador, intelectual (?) rançoso, de não ser acusado de ter desprezo pela Cultura de Massa? Popular? (pelo seu anarquismo, pouco importa) Você, Elias, é o verdadeiro teórico do brega. O intelectual de verdade jamais se prestaria a isso. Quem você pensa que é pra mandar último recado? Messias?
Poderia perguntar a vocês: já ouviram falar em gota (de óleo) no Mar Mediterrâneo? Ou uma gota d'água no Oceano, petrificada pelo ódio, inveja e pretensão? Em poeira cósmica? Uma voz no além? Lunático? Surto psicótico?
Tudo isso poderia ser, se não é, apregoado o tal do Elias Ribeiro Pinto. É, poderia sim...

Mas..., prefiro não dizer nada disso. Apenas: "Que carinha mais chato!!!"

"Elias Pintinho, se era o que queria, aqui está os minutos de fama, que você, durante toda a sua vidinha sempre quis e nunca havia tido".

"Pra você, Elias Pintinho, não mandaremos balas de cupuaçu, e sim de canhão".

jrneves2005@yahoo.com.br




BELÉM-PARÁ, VIVER E MORRER TE AMANDO.



Alô amigo e amiga de beleza pai d'égua. Venha conhecer a Belém do Grão Pará, do grão de areia das belas praias vizinhas. Da calmaria e correria, do esplendor da capital. O brilho das luzes da cidade, feito céu estrelado, magia do interior. Venha tomar açaí e comer pato no tucupi, o encanto está aqui. A maniçoba é tão gostosa que nem sobra, quem faz é minha sogra, ai de mim...! Se não puderes Ver-o-rio da praça, venha abrandar-se na Estação das Docas, uma dondoca, é o antigo no novo. Vem Ver-o-Peso, o novo Ver-o-Peso, Ver-o-Povo e suas histórias, sua curas, suas bravuras. A lenda do Boto e a Matintaperera, o Cupuaçu em qualquer feira, e aproveite para passear, no Museu Emílio Goeldi , no Bosque Rodrigues Alves, sabe como é..., ver Mururé, Peixe Boi, Tucunaré. Qualquer um era de estimação para o saudoso Waldemar Henrique. O Waldeco, seu boneco!? Fique em paz com a cultura, no Teatro da Paz, pois ele te refaz. Você também pode namorar no Forte do Castelo, aaah! o amor é belo. Venha pra Belém dançar o Carimbó. Venha sem nó, nas pernas, é pra dançar, e o esqueleto balançar. Tem também o Siriá, são ritmos genuínos do Pará. Musical, teatral, magistral!. A sombra das Mangueiras, ao natural, Cartão Postal. A alegria de viver...é carnaval, no interior ou capital é animação total, nada de baixo astral. Ouçam a voz eloqüente e impar de Lucinha Bastos, é Cabana pura e angelical, é poesia musical, é sonho..., é fenomenal.
Na mesa também tem o Mapará a lá Cametá. Venha apreciar os tons de nosso azul. O Azul Marinho do Leão de Antônio Baena e o Azul Celeste do Papão da Curuzu. Ou em linguagem popular, como diz meu amigo Eddie! O inigualável RE X PA. Se quiser simplesmente "fofoque" ou fale de arte no Bar do Parque. E se a tristeza tiver persistência, vá ao Parque da Residência, mas em companhia, nada de revelia. Conheça o encanto dos ribeirinhos, mas se a cobra grande te engolir, fiaubabau!!!. Só um clone, mano brown!.
Nada é melhor, do que, em manhã de domingo, apreciar a Cultura Universal na Praça da República, a Praça dos Sonhos. E logo mais, as quatro da tarde, apreciar a chuva tomando café com pupunha, égua, humm! Essa nem precisa rimar, é só saborear!
Não deixe de ver o Monumento da Cabanagem, que viagem, no tempo, n' alma, é a coragem! Venha se emocionar com a maior expressão de fé, o Círio de Nazaré, e ouvindo os periquitos no final da tarde, tire uma foto em frente à Basílica é tão gentílica...!
Belém, terra protegida por Anjos e Fadas. Terra dos sonhos. Paraíso Tropical. Chamego de Deus. Berço de Jesus em nossos corações, por que não?. Cobiçada pelo "Diabo" por suas morenas, cor de açaí - Jambo também tem aqui - e suas loiras raios de sol, melhor ainda em baixo do lençol. Doce feito mel. lindas como o arco-íris num majestoso céu. Belém é magia, alquimia, filosofia e tudo mais. O resto? Tanto faz!
Índio, negro, branco...a etnia não importa, Belém abre a porta, comporta, se comporta e conforta. Te induz, seduz e reluz, feito o luar, lááá... acolá no mar.
Belém bem te quer, mal não quer, e se vier..., serei teu guia com alegria, estrela guia, como aquela dos três reis magos que não se apaga, só afaga. Positiva e pura feito um grão. Belém do Grão Para-íso. É Pai d'égua nascer, viver e morrer aqui.
Ah! O açaí...! O Pato no Tucupi...! Sim..., de novo, e daí ???
Visite a AMAZÔNIA. Conheça os encantos do Norte do Brasil.

Por Jr. Neves
Cantor e Compositor paraense